segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sobre os últimos tempos

Começo esse texto dizendo que tô desde ontem numa dor de cabeça fudida, então qualquer coisa errada que sair aqui podem culpa-la.

Pois então, eu não tenho a menor ideia de quando foi a última atualização real do Do The Earth e também não me dei ao trabalho de ler os posts antigos, daí que vou contar os fatos principais que mudaram meu cotidiano nesses meses que se passaram, provavelmente não todos de uma vez, já que esse sou eu nesse momento com a cabeça explodindo:

De gravata no estágio (favor não espalhar que estou postando daqui).
A primeira grande reviravolta na vida foi que passei no vestibular para uma universidade federal, sendo eu hoje em dia um feliz estudante de Direito da UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto. Isso é bacana? Sim. Tô orgulhoso de mim mesmo? Sim.

Quem me conhece a mais tempo sabe que eu já tentei passar no vestibular algumas vezes, mas por puro desleixo reprovei em todos. Fiz cursinho e a porra toda, mas fato é que sempre que deveria estudar, muito provavelmente estava jogando, lendo (qualquer coisa que não relativa as provas), bebendo ou enfim, tudo, menos estudar. Não me surpreende que não tenha passado. Um belo dia meus pais se cansaram e me carregaram de volta pra casa, onde comecei a cursar Direito em uma faculdade particular e lá descobri que era esse mesmo o curso a seguir. Namorei, trabalhei feito um escravo e coisa e tal, não reclamo de nada, tudo só veio a acrescentar, mas ano passado, com meu irmão prestando vestibular seriamente, do nada ele insistiu para eu também fazer o ENEM, e foi o que fiz, inesperadamente passando aqui.

Larguei mão de tudo lá (algumas coisas de muito bom grado, outras ainda pensando se foi a escolha certa) e com a sorte de meu pai me apoiar voltei correndo pra Minas, e o trem aqui é genial, sério mesmo. Voltar a morar sozinho já foi bacana pra caramba, morar em república então nem se fala (não vou abordar isso aqui pois pretendo postar direito sobre daqui pra frente), Ouro Preto é uma cidade louca pra caralho, a galera é gente fina, o curso é o que quero e a universidade então, nem se fala, é outro mundo, de verdade. 

Vim pra cá no dia 16 de agosto de 2011 e cá estou desde então. É bacana... você chega num lugar onde não conhece ninguém, é super bem recebido, todos te tratam como amigo, galera sempre se ajudando e essas coisas, Ouro Preto é, sem duvida, um mundo a parte. A cidade é outra coisa que, por si só, já faz a diferença: histórica, diferente, clima maluco, enfim, nada a reclamar.

Seguinte, tem muito mais coisa a ser dita, tem o estágio, o campus, a república, os rocks e tudo mais, porém realmente não tô em condições de escrever mais nada com o mínimo de coerência, antes disso meu cérebro vai vazar pelas orelhas, então fica pra próxima o resto dessa parada aqui e foi mal o final estranho.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Caralho, essa merda ainda existe

Caralho, essa merda ainda existe, tô realmente impressionado.

Depois de falhar miseravelmente numa das únicas ideias aceitáveis que tive na vida, o 'Direito de Buteco' (ele ainda está ON, mas mais abandonado do que esse trem aqui), e esquecer completamente da existência desse blog, estava lendo o Que-Diabos, mais especificadamente o post sobre manteiga e margarina, quando surgiu uma luz: PUTA QUE O PARIU, EU JÁ ESCREVI UM TEXTO IGUAL A ESSE!

Pesquisei no Google para ter certeza de que não estava com coágulos no cérebro e lá estava ele, inclusive não sendo exatamente sobre uma relação óbvia entre os dois  alimentos (?), mas enfim: Texto babaca. Daí abri esse negócio aqui e bateu uma nostalgia pesadíssima, e a partir daí qual foi a decisão mais lógica?

R: Tomar vergonha na cara e apagar esse blog imbecil. Voltar a postar sobre como meu cotidiano é imbecil!

E é isso que farei, desventuras serão narradas aqui novamente, tal qual  Bilbo em busca do tesouro de Smaug estarei eu novamente fazendo merda e desperdiçando a vida. E o pior: contando isso para, basicamente, ninguém. Começando hoje, já que provavelmente mais tarde falarei sobre a vida atual aqui em em Ouro Preto.

Ou não, considerando que sempre esqueço dessa parada e paro de postar, seja por preguiça, seja por incompetência. 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Polar Bear Club - Light Of Local Eyes

Voltando aos velhos vícios

Reparei nesses últimos dias que está retornando um velho vício meu. Se ainda fosse alguma coisa útil, tudo bem... se eu voltasse a fumar seria 45% descolado (os outros 55% foram destruidos pela geração saúde), o consumo excessivo de álcool ainda é tolerado, então esse, ao menos, me divertiria de uma maneira decente. (não que eu tenha parado com esse, claro) Mas não, volto ao refrigerente, essa merda boiola nem pode ser chamada de vício, mas eu ando bebendo alopradamente.

Porra, meu amigo,eu não sou nenhum exemplo de saúde, na verdade o sedentarismo me domina, bem como o consumo desenfreado de alimentos que estão fora da piramide alimentar, mas foda-se. Pra ser sincero nem tem como eu VOLTAR a algo que nunca se foi, já que em momento algum eu havia parado de beber meu Sprite, e muito provavelmente eu tenho bebendo demais só por conta das visitas de parentes todo fim de semana em casa e das idas para casa de minha namorada nos demais. Por sinal, preocupada com minha saúde como ela só, já está vindo com ideias de restringir a quantidade que bebo, algo como um copo por semana (...).

Como eu sou o único macho de verdade nas redondezas, alguém que bebe cerveja e whisky em respeito as bolas que tem, a casa lota de refrigerante para abastecer a mocidade, e o que acontece? Eu tomo essa merda até no café da manhã. Pizza fria e Sprite gelado matinal. Respeito.

Malvados - Monopólio da violência

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O que eu, Vinícius, o atual campeão e medalhista olímpico nas categorias Ociosidade, Preguiça e "Desculpas esfarrapadas dadas a si mesmo para não estudar ou fazer algo de útil" tive até agora nessa ilustre semana que começou ontem:
  • Sono;
  • Preguiça;
  • Desenvolvimento de novas estratégias ao criar "Desculpas esfarrapadas...";
  • Dor nos dentes devido ao novo aparelho;
Sim, caro leitor ausente, porque agora além de inútil eu também sou um inútil com aparelho ortodôntico. E o que isso significa em mudanças na minha vida? Nada, na verdade. Fora as dores uma vez por mês quando terei que ir para a manutenção.
  • Dor de cabeça devido a dor nos dentes;
  • Uso excessivo de Paracetamol devido as dores;
  • Um aparente princípio de gargante inflamada seguida daquela sensação de "Puta que pariu, tô ficando doente de novo...";
  • A dez minutos atrás cortei o dedo em uma frustrada tentativa de pegar as pastilhas para a garganta em meu bolso;
É, basicamente eu enfiei a mão lá dentro para pegar a cartela e cortei o dedo na dita cuja, maravilha...
  • A cinco minutos atrás, enquanto digitava esse post, a luz do escritório acabou, por sorte salvou em rascunho e tudo mais. Não estranharia se ele estivesse perdido dentro dessa maré de felicidades que me atinge.
Acredito que por enquanto é só, pessoal. Aguardem por mais acontecimentos interessantes e sortudos sobre meu cotidiano nessa semana que parece ser a mais agitada dos últimos tempos.

Ou não (muito provavelmente não).

Adolar Gangorra: A SUBESTIMADA E MUI IMPORTANTE ARTE DE CAGAR NAS C...

Adolar Gangorra: A SUBESTIMADA E MUI IMPORTANTE ARTE DE CAGAR NAS C...: "O ser humano e seus antepassados vêm vivendo em sociedade antes mesmo destes últimos descerem das árvores e daqueles primeiros subirem pro a..."

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Comoção popular em Teixeira

Sexta-feira mataram um senhor em uma loja aqui perto. Um bando estava assaltando as lojas de celular da cidade, quando ao tentar mais uma a dois quarteirões do escritório a polícia os alcançou e começou o quebra pau.

Não sei bem o que rolou de verdade, pelo que li um dos bandidos atirou em direção a um dos políciais, acertou sua mão e fez com que o resto - ainda com a mão inteira - disparasse, detonando com outro cara que estava na loja, até então outro ladrão, seis tiros e tudo mais.

O caso é que, aparentemente, o atual defunto não era um dos assaltantes, mas sim um homem comum de uma cidade aqui perto - Medeiros Neto - que estava em Teixeira para resolver os pepinos e, também, ativar um chip de celular ou qualquer outra coisa que levaria alguém a uma loja de celular. O cara foi lá comprar a parada e ganhou seis balas de troco, ao que dizem.

Ativa-se então a comoção popular. Toda a galera de Medeiros Neto se revolta contra a morte de um homem de bem, que havia acabado de voltar dos EUA, aberto seu lava-jato e tentava novamente tocar a vida, quase um cidadão - de acordo com a maioria - exemplar. Começa com um grupo na porta do IML querendo saber o que aconteceu e termina com uma multidão aqui em frente a promotoria com direito a faixas e coro de "Queremos justiça!". Todo mundo da cidade parece largar as obrigações, nada como empregos, filhos e escolas para atrapalhar a busca por seus direitos. Ou esse cara era realmente popular, tendo vários amigos de várias idades, desde os senhores que não se sabe como aguentaram a viagem até aqui indo até adolescentes que se arrumaram para a manifestação como se estivessem fazendo aniversário ou algo que valha.

Nada contra quem não tenha o que fazer e curta ficar de baixo do sol gritando, eu mesmo gostaria de não ter o que fazer, apesar de tudo. Fico meio bolado é com essa galera que se amontoa fazendo graça onde uns poucos tentam, da maneira que podem, justificar a perda de um marido, pai, amigo e coisa e tal. Um monte de gente amontoado aqui na esquina do escritório falando asneira, atrapalhando o trânsito e o expediente. Foda pra caralho essa busca popular pela justiça, acho eu... não errada ou de natureza que deva ser censurada, mas ainda assim foda pra caralho.

Cães de guerra

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Monteiro Lobato, sobre Jeca Tatu

"O cabloco é o sombrio urupê de pau podre. (...) Só ele não fala, não canta, não ri, não ama. Só ele, no meio de tanta vida, não vive."

Debate UCB 23/09/2010

Para ser sincero, só assisti um pedaço do todo - a partir de quando o garoto gaguejou ao tentar fazer uma pergunta aos candidatos -, logo quando cheguei da faculdade. Então o que temos aqui é um comentário feito por um leigo que nem viu a parada toda.

Quanto ao debate me pareceu ter funcionado bem, como Marina muitas vezes disse, era esse sim um debate, e não um embate. Não me pareceu ter havido complicações antes e nenhuma também após eu ter começado a acompanhar.

Dilma não me convenceu, como praticamente sempre. Apesar de uma consideração evolução desde as outras aparições (quando apareceu), nem o semblante e nem os comentários me pareceram sinceros. Talvez seja um problema para mim a eterna muleta chamada Lula. Quando questionada sobre a corrupção e seu governo disse que não constarão personagens com nome sujo... enfim, pessoalmente, fico meio cabreiro.

Serra falou bem, como o usual, mas por fim não vi o suficiente para falar algo quase útil aqui.

Plinio foi, junto com Marina, um dos melhores na história toda. Mostrou bem os objetivos, falou bastante sobre o PSOL e destacou suas intenções. Ele normalmente articula bem suas colocações, então nada realmente surpreendente, mas manteve a boa linha.

Marina formou a dupla destque com Plinio. Falou bem, mostrou o que gostaria, foi aplaudida diversas vezes e mesmo com aquela pose meio corcunda e estática conseguiu se sobressair entre os quatro. Bateu nas teclas certas e mesmo não tendo chances reais de vencer essas eleições, está marcando bem 2010 e as mudanças que estão acontecendo e também estão para acontecer.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Wilson Divisão

E Wilson Divisão,
de butiquim em butiquim...
Vai se encorpando tristeza no seu tamborim.

Sobre o Do The Earth quase virar um diário

Não era a intenção inicial me preocupar com o rumo tomado pelo blog, na verdade acho que desde o começo ele foi algo bem pessoal, apenas não sei bem se era assim que deveria funcionar.

A questão é que, aparentemente, é muito mais fácil escrever sobre qualquer babaquice cotidiana do que sobre alguma coisa realmente útil, e eu também não sei se tenho calibre o suficiente para fazer comentários sobre o Direito, quadrinhos, filmes, músicas ou qualquer outra coisa, até porque não me pareceria muito divertido se isso aqui virasse mais um daqueles lugares que falam um monte de asneiras e, por fim, falam, basicamente, nada (não que seja algo diferente disso atualmente).

Mas enfim, como sempre, acho que é a preguiça gritando mais alto mesmo. Quando surgir vontade eu comento sobre estar lendo Capuz Vermelho (revista legal), ouvindo muito Polar Bear Club (post-hardcore legal), tentando mais um cara no World or Warcraft (sempre desanimo em certos níveis e começo outro personagem, é um saco mas é a verdade) e  fingindo que realmente estudo para a faculdade (me culpando um pouco por isso também).

Ou não.

Bororó do Oeste